Cozinha da alma!

Chef Eduardo Ortiz fala da relação da energia com os alimentos

Você sabe o que é cozinha da alma? Conhece a relação que sua energia tem com os alimentos? O renomado chef executivo de cozinha, Eduardo Ortiz, proprietário do Rizzi Gastronomia & Cervejaria, em Atibaia, explicou à reportagem da Revista Fanzine, essa técnica pra lá de especial.

Eduardo Ortiz tem uma vasta carreira quando se fala de área gastronômica. "Sou apaixonado pela arte da gastronomia. Comecei nessa arte em 1995, em Tóquio, trabalhando em um das churrascarias mais badaladas de lá. Saí quando uma grande empresa, a Sadia, me convidou para fazer o desenvolvimento de produtos para clientes fora do Brasil", explica, ressaltando que viajou o Oriente Médio com a arte dos alimentos, pois a Sadia sempre foi muito forte naqueles países.

Aventurou-se também pelo Extremo Oriente, além de grande parte da Europa... Em 2002, Ortiz retornou ao Brasil; em 2006 mudou-se para Atibaia, e, percebendo o potencial desta cidade, abriu o RIZZI Gastronomia & Cervejaria, um sucesso!

Eduardo Ortiz é um mix de cultura e conhecimento. "O Japão é muito místico, e lá desenvolvi o que chamo de cozinha da alma, uma maluquice a parte", brinca.

De maluquice nada tem... nem de religião. A cozinha da alma, apaixonante por sinal, é tudo ligado à energia. "Todo mundo fala que comida de mãe ou de avó é mais gostosa... isso é o amor que elas colocam no alimento. Os ditos populares são muito sábios, pois temos, em primeiro lugar, que ter respeito com quem vai saborear os alimentos preparados por nós. Eu parto do seguinte princípio: tudo que eu tiver de energia eu passo pro meu prato", explica.

Ortiz adotou uma técnica bacana dentro da cozinha de seu restaurante. "Ninguém tem obrigação de estar bem todos os dias... Ensinei as pessoas que trabalham comigo a relaxar um pouco e, no dia que não estiverem bem, abra o armário e utilize apenas utensílios de madeira ou bambu para cozinhar".

Mas por que madeira ou bambu? A resposta é simples: "Tudo que é de madeira não tem transmissão de energia, pois ela é neutra. Já o aço ou ferro tem essa transmissão. Então, não quero que meu cliente deguste algo energeticamente ruim. Ninguém é obrigado a comer mau humor", explica.

Desafio

Eduardo Ortiz já fez um desafio dentro de seu restaurante. "Pego uma peça de picanha e corto em três bifes. O primeiro, coloco a mão e lembro de algo que me aborreceu bastante. Etiqueto embaixo do prato. Paro, ouço uma música bacana e no segundo coloco a mão e fico neutro. No terceiro, penso em algo que me deixa bem, que sou apaixonado. Misturo os pratos faço as três carnes da mesma forma, e você verá a diferença e vai saber qual é qual só pela textura".

Paixão pela gastronomia

Eduardo Ortiz explica que para trabalhar na cozinha deve ser apaixonado pelo que faz. "Sempre pergunto para quem vem trabalhar comigo: Você ama o que faz? É apaixonado? Se não... apaixone-se... Também pergunto se conhece a responsabilidade de trabalhar com gastronomia... a resposta é dura, mas a realidade! Você pode matar uma pessoa... pense, uma carne mal manipulada, uma contaminação cruzada, frutos do mar mal armazenados... tudo! É uma responsabilidade muito grande, É necessário amar o que faz, se apaixonar todos os dias... e saber que a pessoa que irá degustar o alimento preparado por você, tem que ter um momento incrível!", comenta o chef.

"Eu me considero um apaixonado por gastronomia.. mexemos com vidas, com expectativas, com alegria, com diversão! Não trabalho nenhum dia de minha vida... eu vivo em alegria e harmonia todos os dias... pois amo o que faço e sou uma eterna busca do saber!", finaliza.

E essa alegria com o que faz reflete em seus clientes. Eduardo Ortiz alia a simpatia e o profissionalismo com o cuidado e o respeito com seus clientes. Nós da revista Fanzine só temos a agradecer a atenção e o carinho que nos recebeu e a simpatia com que nos concedeu essa entrevista!

Assista a entrevista no nosso canal Fan Gourmet:

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